segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Me pule pro jogo de quarta


Após um período de bons resultados e atuações acabamos perdendo, nada que abale a confiança do torcedor e da equipe para a sequência deste turno, apenas um "acidente de percurso" contra a equipe que até dias atrás estava batalhando por título, estava.

É claro que pelo futebol apresentado por ambas as equipes o resultado mais justo seria o empate, porém nas poucas chances criadas o Grêmio soube aproveitar melhor e vencer pelo placar mínimo.  Aliás, fazia tempo que não peramos para o tricolor e nossa, como havia torcedores gremistas magoados com isso, não fazia idéia de que perder para Chape os incomodava tanto (tal e qual os colorados, afinal são co-irmãos).

A Chapecoense se arriscou bastante desde o começo da partida e em uma bola perdida no ataque acabou sofrendo o gol que decretaria a derrota. Ainda no primeiro tempo Lourency teve a melhor oportunidade para igualar o marcador, porém acabou se atrapalhando e errando o chute.

Na segunda etapa Kempes teve uma boa chance mas acabou cabeceando pra fora, mas a Chape não deixava de atacar deixando a impressão de que a qualquer momento poderia empatar a partida, mas a o Grêmio se fechou totalmente para garantir o resultado (que aquela altura já era goleada) e tentar algo no contra ataques, mas ficou nisso.

É bem verdade que não foi o resultado esperado, que a equipe estava se poupando na segunda etapa, mas não vejo um torcedor sequer que tenha se abatido com esta derrota, afinal de contas todos estamos com a cabeça e a alma voltadas para o jogo desta quarta-feira, que valerá muito mais.

Será uma partida complicada do início ao fim, os jogadores deverão entrar em campo muito concentrados para buscar o resultado e nós torcedores devemos ocupar as arquibancadas para cantar alto, muito mais alto do que a torcida adversária que estará presente e que sabe fazer barulho.

Quarta-feira será dia de ir preparado para a guerra, de sair do trabalho vestindo a camisa da Chape e carregando a bandeira, de ir ao estádio nem que seja na correria, de encontrar um lugar na arquibancada e dali apoiar a equipe o tempo todo. É claro que devemos ter cautela com o adversário, mas este já provou que não é superior ao River de 2015, o qual vencemos em casa e por pouco não levamos a vaga.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Associação Chapecoense de Futebol 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Um resultado muito importante




Eram 17:45 horas do dia 21/09/2016, quando parei para me atualizar sobre as informações e notícias da partida contra o Independiente. A ansiedade e o nervosismo consumiam a todos que aguardavam pelo horário do jogo. Mas ao abrir o Twitter deparei-me com uma notícia que deixava atônitos e perplexos não apenas os torcedores de Nossa Associação, mas sim de todos os clubes brasileiros: A Chapecoense era punida com a perda de 2 mandos de campo, multas de mais de R$ 20 mil e Caio Junior estava suspenso por 4 jogos.

Todos aqueles sentimentos acima relatados foram substituídos e até amplificaram a indignação que tomava conta de todos com esta decisão proferida pelo STJD. Puta merda! Justamente a uma hora da Chape entrar em campo na Argentina! Em minha cabeça fiz centenas de preces para que essa informação não tivesse chegado aos jogadores e isso pudesse influenciar no resultado da partida.

Teorias de conspiração e opiniões sobre esta punição desmedida povoavam as redes sociais, por que uma pena tão grande? por que dois pesos e duas medidas? por que apenas nós pagarmos esse preço enquanto que outros clubes (em situações em que até houve mortes) apenas foram punidos com um setor fechado ou apenas multas módicas? E minha perplexidade se tornou ainda maior ao verificar que fomos punidos pelos insultos proferidos pela torcida ao árbitro! Algo jamais punido ou visto neste país! Uma clara demonstração de exibicionismo jurídico em tentar "moralizar" através da punição ao modesto, ao novo, aquele que afronta e confronta o sistema escroto que o futebol brasileiro se tornou, defensor dos "grandes" clubes, o exemplo de que muitos estão incomodados com o nosso sucesso, com o jeito simples e incorruptível com que fazemos o futebol.

Corri para casa e atirei-me em frente a TV, precisava encontrar um canal que transmitisse a partida, dentre tantos encontrei no Youtube a transmissão da Fox Argentina e ali prendi os olhos. O estádio apresentava um público bom e barulhento, uma das vantagens que todos os entendidos do futebol castelhano davam ao Independiente, porém em campo o que se viu foi algo muito diferente.

A Chapecoense entrou em campo em um sistema defensivo bem organizado, que por vezes até causava preocupação uma vez que trazia o adversário muito próximo da área de Danilo. O Independiente chegava sempre com perigo, tinha mais volume de jogo desde o começo da partida, porém encontrava dificuldades para acertar o arremate em gol, sendo as duas melhores chances em chutes cruzados e que exigiram atenção da defesa para tirar a bola.

Tivemos poucas chances de buscar o gol, as melhores no cabeceio de Thiego na primeira etapa e depois no chute de Dener dentro da área já no finalzinho da partida, porém o importante era não sair em desvantagem neste primeiro confronto e nisso a equipe foi muito bem, conseguindo ocupar os espaços e suportar a pressão da torcida que todos os clubes brasileiros odeiam quando jogam na Argentina.

Embora alguns "entendidos" do futebol (no caso alguns da capital de Santa Catarina) considerem o empate um resultado ruim, na verdade foi muito bom, pois soubemos nos comportar diante de um adversário agressivo e que sabíamos não deixaria de buscar o gol independente de conhecer ou não a nossa equipe. Por outro lado decidimos a vaga em casa e caberá a nós exercermos a nossa pressão como torcida e como equipe no Índio Condá, assim como foi contra o River Plate em 2015.

Será uma partida difícil e que exigirá muito do apoio e paciência da torcida do começo ao fim do jogo, mesmo que este seja decidido nas penalidades, como foi contra o Libertad. A ansiedade começa a tomar conta, porém desde que começamos a disputar esta competição sempre a desejamos, então que assim seja.

E como sempre continuaremos lutando "contra tudo e contra todos", pois sabemos que nosso trabalho é honesto e não irá parar por aí. Que os argentinos continuem favoritando o seu Independiente, pois semana que vem será a vez de "el diablo rojo" ficar com medo do nosso inferno, da nossa "Caldera del Índio".

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: globoesporte.com

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ô empatezinho chato!


O domingo foi de muita chuva, a qual cessou pouco tempo antes do início da partida, mas foi o suficiente para afastar o torcedor do estádio. Aliás, nem choveu durante o jogo e aqueles que optaram por assistir do conforto do seu sofá poderiam muito bem ter ido apoiar a equipe in loco.

Com o gramado molhado era visível que ambas as equipes teriam dificuldades tanto na defesa quanto no ataque e qualquer erro poderia ser determinante para o resultado final da partida.

Assim, a Chapecoense teve a primeira grande chance do jogo com Thiaguinho, que recebeu lançamento de Kempes, conseguiu escapar da marcação de Grolli, tocar por cima de Aranha e abrir o marcador. Mas a alegria durou pouco tempo, em uma bola rebatida pela zaga após cobrança de escanteio, esta acabou sobrando livre para Fábio Ferreira cabecear e empatar a partida.

A Chape fazia um bom primeiro tempo e criava as melhores chances de gol, com Biteco chutando a queima roupa e depois em cobrança de falta que Rafael Lima cabeceou, porém em posição de impedimento.

E a tarde era mesmo do menino Thiaguinho, que após receber um lançamento de Filipe Machado, arrancou em velocidade, deixando Grolli na saudade e chutando rasteiro no canto direito de Aranha, nos colocando novamente a frente no marcador.

Porém o temor dos pouco mais de 2 mil torcedores que se fizeram presentes no Índio Condá era de que em algum lance isolado (cagado melhor dizendo) a Ponte pudesse empatar a partida. E parecendo uma premonição, após cobrança de escanteio a bola ficou pipocando na frente de Danilo e dos zagueiros, que indecisos apenas viram ela sobrar livre para Roger empurrar pro fundo gol e decretar o placar final.

Ainda tivemos algumas chances para tentar o terceiro, porém sem muito resultado, e vimos a Ponte nos assustar novamente no finalzinho e Danilo salvar a partida.

Resultado chato, principalmente pelos gols sofridos que a meu ver poderiam ter sido evitados e nos colocariam numa situação ainda mais confortável na tabela e bem mais distante do Z-4, porém restam apenas mais 7 pontos para confirmar nossa permanência, mas para isso é preciso manter o embalo, a boa fase e continuar pontuando.

O segundo tempo da Chape não foi bom e o adversário soube se fechar bem aproveitando as chances que teve. Pelo que pude perceber a equipe cansou tanto por conta do gramado molhado e que exigiu mais dos atletas quanto pela recuperação dos jogadores que atuaram no meio de semana.

Agora a foco se volta para a Sulamericana e nesta quarta temos o primeiro desafio para avançar à próxima fase contra o Independiente em Avellaneda. Competição esta que aprendemos a gostar em 2015 e que nos traz boas lembranças, que possamos fazer boas partidas e continuar mostrando para a América o bom trabalho que vem sendo feito pela Chape.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Associação Chapecoense de Futebol

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Nos vemos em 2017, meu freguês preferido!

 
Que momento mágico estamos vivendo com Nossa Associação, não falo apenas do resultado desta partida contra o Fluminense, mas sim de todo trabalho que vem sendo realizado no clube desde o acesso à Série A e que vai se consolidando para a manutenção nesta divisão em 2017.

É quase impossível não olhar a nossa colocação na tabela e lembrar de tudo o que passamos com este clube nos últimos 10 anos, da quase extinção e rebaixamento à ascensão para hoje figurarmos entre as 20 melhores equipes do país.

Tudo isso só é possível pois nunca almejamos o exagero, o inalcançável, mas sim um trabalho consciente conhecendo cada uma das nossas limitações, nossas fraquezas, mas também sabendo onde residem as nossas virtudes e através delas buscar inspiração para atingir os objetivos almejados. O planejamento do clube não cria expectativas mirabolantes ou fantasiosas, mas sim realistas.

E é justamente nas vitórias contra os "grandes" clubes, cujos orçamentos são absurdamente maiores que o nosso, que afloram as qualidades da Nossa Associação, do elenco, da diretoria e da torcida, valorizando ainda mais o trabalho que vem sendo realizado.

A partida de ontem foi dessas e apesar de termos sofrido o gol cedo, não nos abatemos e fomos pra cima do Fluminense, as vezes aos trancos e barrancos, mais na vontade do que na técnica, levamos alguns sustos mas Danilo estava lá para nos dar a segurança necessária.

Para a segunda etapa Caio Junior promoveu alterações que foram primordiais para o resultado final, Cleber Santana no lugar de Biteco e Lourency na vaga de Arthur Maia. Assim a Chapecoense melhorou muito e teve mais força ofensiva para buscar o empate, o qual veio aos 8 minutos após uma bela arrancada de Thiaguinho e passe para Dener, dominar na entrada da área e converter um belo chute em gol.

O Fluminense ainda teve boas chances, afinal de contas a equipe deles era "melhor" que a nossa, pois havia vencido o Atlético MG na segunda-feira por 4 a 2. Mas no futebol a escrita e superstição influenciam e muito de um jogo para outro e no caso do tricolor carioca nós somos e continuaremos sendo o seu pior pesadelo.

Tudo se encaminhava para o empate, o que já seria um resultado ótimo, uma vez que saímos atrás no marcador e estávamos bem no segundo tempo, mas era chegado o momento de tentar o golpe de misericórdia. Então aos 43 minutos, após cobrança de escanteio Josimar desviou a bola e esta se apresentou faceira para o cabeceio ao gol do menino com nome de loja: Lourency.

Era o gol da virada, da zoeira, da freguesia, do jogador da base, da vitória. Aí foi só aguardar o apito final e computar mais 3 pontos para nossa permanência nesta divisão, sempre com os pés no chão, pensando no jogo a jogo.

Faltam pelo menos 8 pontos para nos garantirmos, com várias partidas que são confronto direto e jogando em casa, a próxima delas no domingo contra a Ponte Preta.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

 Foto: Associação Chapecoense de Futebol

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Falta pouco para carimbar a permanência


Assim como é de costume, domingo é dia de almoçar fora, juntamente com os familiares e por que não sob as arquibancadas do Índio Condá? Ali degustar um espetinho, cachorro quente ou pastel, de forma bem simples sem luxo nem conforto e o mais importante apoiando a Nossa Associação, apesar do sol das 11 hrs.

A Chapecoense começou bem a partida, pressionando bastante o Coritiba nos primeiros minutos e rondando a área adversária a todo momento, porém a blitz não durou muito tempo e o coxa logo conseguiu igualar as ações e em alguns momentos até ser superior.

Foram poucas as chances criadas no primeiro tempo e Danilo fez duas boas defesas que levaram mais perigo à sua meta. Nosso ataque insistia porém não conseguia chegar na cara do gol, sendo que as melhores chances foram com Kempes que recebeu um lançamento e saiu driblando até a mãe dos zagueiros, mas faltou calibrar o pé para o arremate e a bola passou longe do gol.

Mas o lance de maior perigo no primeiro tempo foi em um ataque da Nossa Associação, no qual Kempes escorou para Arthur Maia chegar chutando, a bola acertou o pé da trave e voltou para Gil que chegou fincando o pé e Wilson defendeu, no rebote Bruno Rangel também chutou para nova defesa de Wilson e, pasmem, em outro rebote na sequencia novamente Arthur Maia chegou batendo e o goleiro do Coritiba defendeu. Uma sequencia impressionante de defesas e o gol não saiu apenas pela excelente atuação do arqueiro coxa branca.

No intervalo Caio Junior substituiu Gil por Lucas Gomes para dar mais velocidade ao ataque, porém foi o Coritiba quem começou assustando em cobrança  de falta, com desvio de cabeça, e que Danilo defendeu de forma impecável.

A impaciência e o nervosismo começavam a tomar conta da torcida, quando em boa troca de passes, Dener enfiou uma bola entre as pernas do adversário e serviu Arthur Maia que por sua vez se aproximou da grande área e cruzou para o cabeceio certeiro de Kempes, fazendo a bola beijar as redes. Delírio dos mais de seis mil torcedores que estavam torrando sob o sol do meio dia e a oportunidade de garantir mais 3 pontos muito importantes.

Daí veio o receio da equipe recuar demais e acabar sendo pressionada pelo adversário. Era preciso cadenciar o jogo mas também tentar o contra ataque para matar a partida, porém a dificuldade no passe acabava por minar essa possibilidade. Então a estrela de Danilo voltou a brilhar em 3 lances de perigo do Coritiba e assegurando assim o ótimo resultado.

É fato que Caio Junior arriscou ao armar a equipe com dois centroavantes, tirando a velocidade do jogo e optando por mais presença dentro da área. Bruno Rangel não fez gol, porém ajudou muito na marcação. No final prevaleceu o mérito do grupo por esta vitória, onde cada qual procurou se doar da melhor forma possível pelo resultado.

Estamos muito próximos da permanência na Série A por mais uma temporada, faltam apenas 11 pontos para assegurar a nossa vaga na elite nacional do ano de 2017. Para isso basta vencer as partidas em casa e contra os adversários diretos, sem deixar é claro de buscar pontos alguns pontos fora.

Neste momento é importante que o torcedor tenha clareza de que teremos dificuldades a cada nova temporada, porém isso faz parte do processo de crescimento e consolidação da Chape como um clube de Série A. Aliado a isso precisamos também amadurecer muito como torcida, estarmos mais próximos do clube em todos os momentos, não apenas ficar botando defeito quando perde ou gabando quando vence.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Sirli Freitas

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Não se complique Chape!


Um jogo na quarta-feira as 16 horas, como se fosse um domingo, feriado da Independência e por que não o dia de conquistar de um bom resultado fora de casa, contra um adversário direto e que está nas últimas colocações.

Aliás é impressionante como o Santa Cruz despencou da primeira colocação no turno à penúltima colocação no returno. É claro que se trata de uma equipe limitada e cuja força se concentra em apenas alguns jogadores, dentre eles Grafite que recebe quase a peso de ouro e não consegue mais ser o mesmo do turno.

Jogando fora do Arruda, a equipe pernambucana começou bem a partida, impondo seu ritmo e prendendo a Chapecoense na defesa, como já era esperado. Passados os minutos iniciais de pressão começamos a sair mais para o jogo, apesar de errarmos bastante o passe e dificultar assim o ataque.

Tudo ia muito bem para o Santa, até que após uma briga intensa de Kempes no meio campo, este tocou para Gil que na sequencia acertou um passe preciso de volta para o cabeludo já dentro da área, ele por sua vez entre 4 zagueiros conseguiu dominar e ter a lucidez de driblar o goleiro antes de empurrar para o fundo do gol.

O gol vinha em um momento crucial da partida, para aliviar as tensões e dar mais tranquilidade para a equipe que já havia levado alguns sustos. No finalzinho da primeira etapa Cléber Santana ainda teve uma ótima chance em cobrança de falta, a qual foi executada com maestria e inteligência, porém salva pelo bom goleiro adversário.

No intervalo o auxiliar técnico que substituia Caio Junior promoveu uma alteração, tirou Arthur Maia e colocou Ananias em seu lugar. Uma alteração que não entendi direito qual efeito teria, mas que não surtiu muito efeito.


Aliás, o adversário voltou do vestiário muito melhor e pressionou até conseguir o gol de empate e após virar o placar em duas falhas da dupla de zaga, que não conseguiram acompanhar a jogada. Detalhe: o Santa virou o resultado no marcador após ter um jogador expulso.

Perdido por um ou por dois, era hora de arriscar e ficar com 4 jogadores de frente para tentar de alguma forma um lance que nos colocasse novamente em igualdade com o adversário, pelo menos.

Tudo se encaminhava para a derrota quando Bruno Rangel tabelou com Kempes e este por sua vez foi derrubado dentro da área. Graças a Condá um penalti para diminuir, mas não acabar, com o nosso choro, preocupação e ranger de dentes.

Quando Bruno Rangel foi para a bola o coração do torcedor Chapecoense parou por alguns segundos e só voltou a bater após a bola rolar lentamente e encontrar a rede do Santa Cruz. Todos sabemos que ele sabe cobrar uma penalidade, mas a frieza e o jeito lento com que realiza a cobrança nos deixa sempre preocupados (ainda mais depois daqueles dois penaltis perdidos contra o Guarani de Palhoça).

Faltou tranquilidade e inteligência por parte da equipe para segurar o adversário quando o placar era favorável, além é claro de termos errado bastante na marcação, passe e também nas substituições por parte do auxiliar.

Com relação à nossa defesa é preciso mudar talvez até a dupla de zaga e colocar Rafael Lima e Neto, pelo menos para tirarmos a teima e descobrir o qual é a melhor combinação pois o ataque está fazendo sua parte, mas a retaguarda acaba comprometendo o esforço dos jogadores de frente.

Queixas e reclamações devidamente registradas é hora de nos prepararmos para a partida de domingo contra o Coritiba, a qual será um páreo duro e que não podemos deixar a vitória escapar.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Associação Chapecoense de Futebol

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Avante Meninas da Chape!

 
Assim como as participações do Futebol Feminino da Chapecoense no Campeonato Brasileiro e Catarinense 2014, não poderia deixar de registrar a participação de Nossas Meninas nesta edição da Copa do Brasil de Futebol Feminino 2016.

Acredito que na primeira partida contra o Estância Velha (Canoas-RS) em 24/08/2016, tenha sido um dos poucos a ouvir a narração através do site deolhonosesportes.net.br, uma rádio web que busca dar ênfase às modalidades que possuem pouca visibilidade, como o caso do Futebol Feminino.

No jogo de ida, disputado no Passo d'Areia em Porto Alegre, o Estância Velha sufocou o quanto pode a equipe da Chapecoense, que se defendia muito bem porém não conseguia encaixar o contra ataque. O time gaúcho abriu o placar de penalti aos 15 minutos, aos 18 minutos Milena igualou o marcador também em cobrança de penalidade.

Aos 40 minutos novo penalti assinalado e convertido para o Estância, mas aos 47 Milena tratou de igualar o marcador pela última vez na partida e selar o bom resultado conquistado fora de casa e que beneficiava para a partida de volta.

Na peleia disputada no Índio Condá em 01/09/2016, o adversário saiu na frente aos 43 minutos do primeiro tempo, porém aos 9 minutos da segunda etapa Rafaela empatou a partida em bela cobrança de falta. Mas aos 38 minutos Jaqueline colocou a equipe gaúcha a frente do marcador novamente.

A Chapecoense precisava pelo menos empatar a partida para levar a decisão para as penalidades máximas. Mas as nossas meninas fizeram muito mais... Aos 42 minutos Mayara igualou o marcador e aos 48 minutos Milena tratou de selar a classificação da equipe para a próxima fase em belo lance individual.

Nos dois jogos a equipe se comportou muito bem, foi aguerrida e buscou o resultado até os últimos minutos de cada partida. Dentro de campo mostrou o bom trabalho de base na categoria feminina que vem sendo feito pela Chapecoense a partir de Janeiro/2016.

Mas no contexto geral ainda falta muito a ser feito pelo Futebol Feminino, desde o interesse dos torcedores, veículação pelas emissoras de rádio/televisão, maior comprometimento da CBF em manter um calendário permanente de competições e também tornar a categoria rentável, assim como é com as demais categorias.

Sem contar que apesar do esforço dos clubes em manter as categorias feminina e de base (como por exemplo a Chapecoense) ainda falta maior divulgação, bem como também a transmissão da partida por meio das redes sociais, o que facilitaria o engajamento dos torcedores em torno do projeto.

Dos clubes participantes da Série A apenas Chapecoense, Flamengo e Santos possuem equipes na disputa desta edição. Os demais são clubes que mantém muitas vezes trabalho de base como foco no futebol feminino, como por exemplo o Foz Cataratas (próximo adversário da Chape) e o Iranduba - AM, o qual conta com boa parte das atletas que foram campeãs em 2015 defendendo o Kindermann de Caçador, o qual por sua vez encerrou suas atividades no final de 2015 após o trágico assassinato de seu técnico.

Enfim, muito ainda precisa ser feito pelo Futebol Feminino no país e isso vai desde da entidade suprema e quase intocável CBF, passando pelos clubes, patrocinadores, emissoras e por fim nós torcedores.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Associação Chapecoense de Futebol