domingo, 21 de agosto de 2016

No apagar das luzes do lanterna


A vitória com certeza era o resultado mais esperado para este confronto contra o América Mineiro. O coelho, como é conhecido, por sua vez vinha de uma sequencia de razoável nos últimos jogos, batendo de frente com equipes mais qualificadas e até mesmo ganhando do Santos, tentando ainda respirar para se manter na Série A. Porém é importante ressaltar que o Índio é muito afeito a coelhos, sendo essa caça o seu prato preferido, o Joinville que o diga pois já foi flechado muitas vezes.

Desde 2013 o América Mineiro aparece em nosso caminho, mais até para ajudar do que para dificultar algo. Quem não se lembra daquele jogo transferido por que a delegação se recusou a viajar para Chapecó de ônibus, resultado: vitória da Chape aqui e depois um empate em Minas Gerais.

O primeiro tempo da partida foi sofrível, com ambas as equipes jogando mal e não sabendo aproveitar as chances criadas, tanto que o América apenas abriu o placar graças a um penalti juvenil de Gimenez. É claro que Caio Jr também não organizou bem a equipe e algumas peças não estavam conseguindo render o esperado, como Gil e o próprio Gimenez.

Para a segunda etapa a equipe entrou mais ligada e as alterações promovidas por Caio Jr, Sério Manoel para a vaga de Gimenez e aos 24 minutos Martinuccio no lugar de Gil. Ali começava a reação da Chapecoense para buscar o resultado e sair de Minas Gerais pelo menos com um empate.

Dois minutos após a sua entrada, Martinuccio mostrou que os ares de Chapecó estão fazendo ele reencontrar o seu futebol após a séria lesão e o tempo distante dos gramados. Em bola cruzada na área, como que um míssil teleguiado, encontrou Lucas Gomes livre no costado da zaga para cabecear em gol e empatar a partida.

Dali pra frente a pressão exercida pela Chape foi amassando o América aos poucos, na tentativa de romper a forte marcação armada por Enderson Moreira. Várias foram as chances claras de gol com Kempes e Lucas Gomes, porém desperdiçadas e provocando o sofrimento aos que assistiam e ouviam a partida.

Eu acredito muito que a postura, atitude e futebol da equipe varia bastante conforme o adversário, pois já vimos a Chape sofrer para vencer partidas contra adversários tecnicamente inferiores e vencer adversários muito superiores, jogando de igual para igual.

Mas assim como no primeiro turno, algo estava reservado para nós e após tanto insistir, errar gols feitos e ir desperdiçando dois pontos, finalmente no apagar das luzes do lanterna, Sérgio Manoel arriscou um cruzamento para Lucas Gomes, porém o pavor se apoderou tanto dos defensores americanos, que eles próprios resolveram encerrar a angústia pela derrota e nos presentearam um um belo gol contra de cabeça.

A vitória estava em nossas mãos, mas o bandeira queria complicar e tentando anotar um impedimento gerou o caos por alguns segundos, invalidando um gol em que o nosso atacante sequer participou da jogada ou tocou na bola. Suspense, mini ataques cardíacos e finalmente a validação do gol, no último minuto da partida, a segunda seguida que vencemos.

O resultado era o esperado, afinal de contas o Améria MG veio para a Série A apenas a passeio, pois de fato não saiu da Série B e para ela retornará com uma campanha pífia que vem realizando. De fato é uma equipe que não tem um elenco e não se esforça para ficar nesta divisão, a torcida inclusive inexiste para o clube, o qual se vê sufocado entre atleticanos e cruzeirenses.

Não foi um jogo primoroso, Caio Jr se equivocou no 11 inicial, mas corrigiu a tempo e a sorte aquele misto de acaso com competência estava novamente a nosso lado, decidindo a partida no final, aumentando ainda mais o gosto pelos pontos conquistados.

Estamos próximos da permanência para a próxima temporada, mas é preciso foco na equipe do Flamengo, pois esta sim carece de cuidados, uma vez que a arbitragem sempre a beneficia. Será imprescindível uma participação maciça da  torcida para transformar o Índio Condá em um ambiente hostil, uma praça de guerra contra o adversário.

Antes disso acompanharemos a estreia na Sulamericana e buscaremos um bom resultado para seguirmos nesta competição que aprendemos a amar em 2015.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Associação Chapecoense de Futebol  

terça-feira, 16 de agosto de 2016

CHAPECÓ É CHAPE!


Vencer sempre é bom, materializa as nossas expectativas, nos embriaga de adrenalina, nos deixa livres pra zoar o adversário, mas uma vitória sempre carrega consigo alguma história que a transcende e a faz ser especial, independente do placar ou das dificuldades enfrentadas dentro de campo.

Na noite de ontem vimos uma vitória forjada na luta, no empenho, na garra de quem realmente deseja superar obstáculos. Um grupo que não possui jogadores renomados ou excepcionais para os padrões do futebol mercantilista, mas sim jogadores que se desafiam a buscar algo mais, a honrar a equipe que representam.

O gol de Martinuccio não foi simplesmente um gol, mas sim o gol de todos aqueles que sempre duvidaram ou menosprezaram a Nossa Associação, a lição moral e cívica para aqueles que não respeitaram a Nossa Bandeira, um soco na cara daqueles torcedores do Grande Oeste que ainda insistem em cair os pés dos clubes de fora ao invés de valorizar o que é desta terra.

Mas acima de tudo, foi o gol da determinação, do recomeço, daquele jogador desacreditado, que nenhum clube mais queria. Aqui Martinuccio encontrou um clube disposto a apostar na sua recuperação, no seu futebol, mesmo que isso pudesse custar caro, mas acima de tudo acreditou no potencial deste jogador.

A partida em si era o que já esperávamos de Celso Roth, um esquema com forte marcação e jogando por uma bola, o que refletiu também na forma da Chapecoense jogar e dificultou muito a criação das jogadas. O gol de fato seria por uma questão de detalhes, tanto de um lado quanto do outro.

O Internacional, com todos os seus talentos individuais, tentou assustar algumas vezes, mas sem aquele poder ofensivo apresentado no começo da competição. É um time que começou muito bem e esqueceu de manter o ritmo, aliado aos erros de sua diretoria, a qual ainda insiste em persistir no erro ao trazer Celso Roth para "salvar" a equipe (o qual nos últimos anos empilhou rebaixamentos por onde passou).

Eu estava atrás do gol e pude ver toda a jogada sendo trabalhada, a bola passando de pé em pé na base da luta, até sobrar limpa para o chute raivoso da canhota argentina e a bola caprichosamente deslizando sob o goleiro, beijando delicadamente a rede. Pude ver nos olhos daqueles que estavam ao meu lado quem estava infiltrado, tentando disfarçar, e quem estava ali em êxtase vibrando pela Chapecoense e por tudo o que esse gol representava.

Aliás, o camisa 87 extravasou o misto de raiva e alegria atravessando a placa de publicidade  em um chute de força igual àquela desferida contra a bola no lance do gol, de forma a exorcizar todos os demônios que lhe assombravam neste mais de 365 dias em que esteve sem poder atuar.

Vi mais uma vez essa torcida sufocando o adversário, apoiando a equipe e mantendo a fama de cemitério dos grandes do nosso querido Estádio Regional Índio Condá. Se anos antes os adversários vinham até aqui com o pensamento de vencer fácil hoje adentram a este gramado hostil com medo.

A vitória foi muito merecida pois mostrou que quanto mais tentam nos diminuir, mais nos fortalecemos e jogamos para mostrar a todos que não estamos na Série A a passeio, mas sim por que fazemos um trabalho honesto o qual merecemos e provamos a cada partida vencida.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Twitter (não consegui identificar o fotógrafo, se alguém souber me avise para eu poder dar os devidos créditos).

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O pai e o futebol

 
Na cultura do futebol um Pai não é simplesmente a figura paterna que conhecemos, aquela que protege, educa ou repreende, mas sim o primeiro grande amigo de jogo, de clube e de arquibancada que todo filho(a) tem.

É ele quem nos inicia neste vício chamado futebol, nos leva desde pequenos ao estádio, explica as regras, ensina a jogar, a xingar e esbravejar sobre o adversário, mas acima de tudo a amar e respeitar as cores do clube. É ele que veste o filho(a), ainda que bebê, com o seu primeiro manto, o cobre com a bandeira e canta o hino como música de ninar ao pé do ouvido para que este aprenda desde cedo.

É ele quem nos ensina a "sofrer" pelo amor ao clube, ao futebol, sentados em frente a TV ou ao lado do rádio, vestindo as mesmas cores, roendo as unhas, se contorcendo no sofá a cada lance de perigo, exultando de alegria a cada gol marcado, em uma incrível sincronia e sintonia.

Como esquecer da primeira camisa recebida de suas mãos calejadas, da comemoração do primeiro título juntos, da frustração de duas Copas do Mundo (86 e 90) à glória em 94. Era a nossa terceira copa, mas pela primeira vez o vi pulando e chorando de alegria, pela primeira vez vi o que esse tal futebol lhe proporcionava, saindo pela rua de carro e gritando: É Campeão!!!

Já fazem 8 anos que você se foi e a cada Dia dos Pais é impossível não lembrar dos momentos alegres e tristes que compartilhamos, dos ensinamentos e valores que te esforçaste tanto para me ensinar, os quais hoje me esforço para transmitir ao meu filho.

Obrigado Pai por ter me viciado nessa droga chamada futebol, nessa religião sagrada a todos nós brasileiros. Obrigado por ter me contado tuas histórias sobre uma certa Associação Chapecoense de Futebol, a qual hoje valorizo, tenho orgulho e a qual teu neto já segue.

E me desculpe se abandonei o clube legado no qual me iniciaste, mas percebi nas entrelinhas da vida que o destino (e tua mão) estavam me empurrando para esta nova paixão chamada Chapecoense e era por ela quem deveria me dedicar de coração e alma.

Então, neste domingo, abrace o seu Pai e demonstre a ele todo carinho e afeto que você tem por ele, ou se ele estiver distante ligue para conversar e lhe desejar tudo de melhor, pois somente quem sente saudade sabe que falta faz um Pai em sua vida.


Que o Espírito de Condá esteja conosco!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Que comece o returno

 
Todos sabíamos que a partida contra o Atlético MG seria difícil, uma vez que o adversário vinha de uma ótima sequência de resultados e contando hoje com um dos melhores elencos do Brasil almeja algo mais além de permanecer no G4.

E começamos bem a partida, segurando a pressão do adversário e o fator "casa", chegando com perigo ao gol no cabeceio de Kempes e no chute de fora de Cléber Santana, este segundo muito bem defendido por Victor. Detalhe: tudo isso antes do Galo fazer o seu primeiro gol.

Aliás temos um único problema evidente em nossa defesa: aquela bola que fica viva, pipocando dentro da área e gera indefinição do que fazer e de quem deve fazê-lo. Assim acabamos sofrendo dois gols em bolas que sobraram dentro da área e faltou alguém pra meter uma bicuda pra longe dali. O terceiro gol até deu pra tolerar, pois foi um baita chute e difícil de tirar.

No segundo tempo Hyoran deu muito trabalho ao goleiro Victor, acertando dois belos chutes de fora e fazendo o defensor adversário se esforçar ao máximo para evitar o gol. Por falar nisso gostei da atitude da equipe em arriscar mais em chutes de fora da área e partir pra cima, mesmo perdendo a partida.

E por fim Bruno Rangel deixou o dele, depois de longos dois meses sem marcar, recebeu um belo cruzamento de Gil pela direita e cabeceou alto no ângulo de Victor, sem chance para defesa. Um gol, quem sabe, para espantar a má fase e fazê-lo ganhar confiança para uma sequência positiva no returno.

Ademais fizemos um bom turno (apesar da pontuação inferior ao ano anterior), porém continuamos dependendo apenas de nós mesmos e necessitando de um aproveitamento de pelo menos 37% nos pontos que serão disputados, para permanecermos na Série A.

Essa semana de descanso será importante para nos prepararmos pois o jogo do dia 15 contra o Inter será muito difícil, dada a iminente chegada de Celso Roth que virá a Chapecó com uma equipe retrancada e tentando surpreender. Além da equipe se preparar para este duelo, precisamos nós torcedores também nos prepararmos e apoiar a equipe de forma intensa.

Será necessário incendiar o Índio Condá o tempo todo e não apenas nos momentos de indignação com a arbitragem. O ambiente deverá ser hostil como sempre foi e isso quem faz somos nós torcedores, ficar só assistindo o jogo não adianta, tem que gritar, cantar, xingar e pressionar o adversário, assim jogamos junto com a equipe e podemos ajudar a conquistar as 7 vitórias necessárias dentro de casa.
 
Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Associação Chapecoense de Futebol

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Indignação!


Todos sabemos que fazer futebol neste país é algo extremamente difícil por conta da disparidade financeira absurda que existe entre os diversos clubes que disputam as 4 divisões nacionais.

Se já é difícil fazer futebol nas capitais, com todo o aporte financeiro de patrocínios, bilheterias, cotas de tv etc que os clubes sediados nelas dispõe, quem dirá no interior mais remoto deste país continental.

Sim meus caros, estou falando de Nós Chapecoenses, que somos o único representante fiel de um futebol isolado do resto do país, estabelecido no mais extremo dos extremos geográficos dos quais é composta essa Série A. Chegamos até aqui de forma honesta de forma dedicada e com uma gestão extremamente competente. Aprendemos que cada centavo e cada gota de suor vale muito mais do que apenas dinheiro ou títulos, vale um fruto que se cultiva durante muito tempo e demora para amadurecer: o ORGULHO, a DIGNIDADE.

O que nossos olhos viram na noite de ontem foi sim um verdadeiro ASSALTO A MÃO ARMADA, cometido por um indivíduo que sempre veio a Chapecó como se para cumprir alguma pena, ou melhor vindo para favorecer apenas aqueles que tem dinheiro para comprar a sua "dignidade".

Dentro de campo vimos uma Chapecoense raçuda, jogando com tesão e com muita vontade de vencer a partida. A defesa contendo perfeitamente as investidas adversárias e o ataque levando perigo à meta defendida por Vagner. Com essa raça, essa entrega, essa luta, abrimos o placar após cobrança de falta na área e o goleiro adversário sair catando borboleta e entregar a bola nos pés de Kempes, que só precisou empurrar ao gol.

Ao final da primeira etapa quase chegamos ao segundo em um chute de Hyoran que passou tirando tinta da trave e quase derrubando a coruja que habita a forquilha do gol do Santa Maria. Na segunda etapa o mesmo Hyoran teve outra bela oportunidade em que tirou do goleiro e só não marcou pois Zé Roberto tirou a bola sobre a linha.

A partida estava praticamente garantia, pois apesar do bombardeio palmeirense, Danilo e a zaga estavam brilhando muito ontem a noite, jogando com uma raça e uma gana absurda, tudo para conquistar a tão importante vitória que nos foi usurpada.

O lance da penalidade foi tão absurdo que os comentaristas estão tentando encontrar argumentos até agora para justificar a marcação da mesma, pois esta favoreceu a um clube "grande" e para eles tudo pode, tudo está dentro da lei.

Aquele pequeno pavão que se intitula ásbitro foi o nosso carrasco mais cruel na noite de ontem, ofendeu não só ao futebol, mas sim a honestidade e a dignidade daqueles que trabalham de sol a sol por este clube, o qual não está na Série A por acaso, mas sim por méritos daqueles que trabalham com dedicação e afinco nesta terra, pois aqui se trabalha de verdade e com seriedade.

Salta aos olhos de qualquer um que assista ao lance que não houve penalidade alguma, o jogador adversário tropeça nas próprias pernas e se espalha dentro da área. Gil sequer toca ou faz qualquer movimento mesmo que sutil para derrubá-lo. Danilo ainda se esforçou todo e quase defendeu a cobrança, Caio Jr foi expulso simplesmente por criticar a autoridade e atitude do árbitro, o qual tem mais poder de polícia do que qualquer General do Exército Brasileiro.

Foi uma atitude VERGONHOSA, como muitas outras que já vimos em outras partidas do campeonato brasileiro. Os árbitros estão entrando em campo sempre pressionados pelo "peso da camisa" e corrompidos a servirem aos interesses daqueles que lhes pagam mais.

É difícil fazer futebol neste país, muito difícil, mas não somos nós que vamos desistir, jogaremos sempre contra tudo e contra todos, pois até hoje mostramos que é possível sim fazer futebol em sua essência e de forma séria e honesta. A Associação Chapecoense de Futebol é prova viva de que quando as pessoas trabalham dignamente as coisas acontecem, diferente daqueles que buscam os atalhos, pois a justiça do futebol tarda, mas não falha.

Nossa equipe está de parabéns pois refletiram aquilo que somos, pessoas de fibra, que suportam e enfrentam os desafios sem medo. Aos diretores e jogadores que bateram boca com o árbitro e o adversário meus parabéns, vocês fizeram aquilo que as arquibancadas desejavam fazer: pegá-los pelo pescoço e lhes arrancarem o couro.

Enfim, aos que acreditam que nos prejudicando irão conseguir nos derrubar estão muito enganados, pois quanto mais o colono trabalha no sol mais calejado ele fica e suporta a tudo e a todos para conseguir aquilo que precisa. Não somos de desistir tão fácil e ainda incomodaremos muito mais aos "grandes" que sentem seu ego ferido ao perder para um clube cuja folha é de apenas 1/4 (ou menos) daquelas cifras milionárias que estão acostumados a pagar.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!


Foto: Associação Chapecoense de Futebol

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Foi por muito pouco

 

O limiar entre a vitória, o empate ou a derrota é muito sutil e são os pequenos detalhes que fazem uma equipe ir dos píncaros da glória ao mármore do inferno em questão de minutos.

O futebol (e não apenas ele) é um esporte cruel pois lhe dá a vitória com uma mão e a tira com a outra. Ele não permite vacilos, não permite erros, mas é o futebol quem está errado ou somos nós?

Tivessem me vendido um empate antes de começar a partida eu o teria comprado com gosto, afinal de contas nosso retrospecto diante do São Paulo em pleno Morumbi nos era muito favorável. Uma vitória? Quem sabe, mas conhecendo as dificuldades impostas pelo adversário, sabíamos que seria uma árdua tarefa.

Desde que fomos promovidos à Série A e começamos a confrontar contra os "grandes", conseguimos arrancar bons resultados e tornar confrontos que para muitos a derrota certa em duelos bastante equilibrados. E assim está sendo desde 2014, com São Paulo, Palmeiras, Atlético Paranaense. Todos jogos marcados pelo equilíbrio e sem vida fácil para nenhuma das equipes.

O retrospecto nos favorecia e logo aos 5 minutos Kempes tratou de mostrar que não estávamos no Morumbi a passei. Em ótimo cruzamento de Martinuccio, o cabeludo subiu bem colocado entre os zagueiros tocando suas madeixas na bola e abrindo o marcador para o espanto dos 55 mil torcedores que assistiam a partida.

O São Paulo mantinha e manteve maior posse de bola desde o começo até o final da partida, porém isso nem sempre é determinante para que se consiga um resultado favorável, é preciso chegar às redes. E assim a Chape o vez pela segunda vez aos 12 minutos, para o desespero dos incrédulos torcedores são paulinos, desta vez com Thiego subindo entre a zaga após boa cobrança de falta de Cléber Santana.

Mas todos conhecemos muito bem este clichê do futebol: "o 2 a 0 é um resultado mentiroso". E de fato o era até o começo do segundo tempo, dadas as estatísticas e números levantados para apontar a superioridade tricolor dentro de campo, mas números nem sempre são suficientes.

A Chapecoense acabou recuando demais na segunda etapa e dando condições ao adversário em tocar a bola e chegar próxima ao gol, assim o São Paulo diminuiu o placar e pressionou até o final da partida, quando em um lance de extrema infelicidade, Josimar subiu com os olhos fechados esperando que a bola fosse ao encontro de seu peito ou cabeça, porém esta caprichosamente foi bater em seu braço. Uma penalidade que acredito não seria assinalada caso fosse o toque de um jogador adversário.  Nenhum jogador em sã consciência colocaria a mão na bola dentro da área e de forma deliberada.

E o maior pecado até nem foi o empate, mas as boas oportunidades que tiveram BR9 e Hyoran no finalzinho da partida, o primeiro se atrapalhando com a bola e seguindo com a má fase, o segundo chutando pelo alto e sem muita força, facilitando assim a vida do goleiro Denis. Um empate que não agradou nem aos mandantes e nem aos visitantes, como se a partida nem tivesse transcorrido na intensidade que foi.

Aos nossos olhos tudo poderia ser mais fácil, todos nós teríamos feito os gols e assim estaríamos felizes com doce sabor da vitória, mas não somos e também não faríamos, sendo assim devemos valorizar sim o ponto conquistado fora, independente se estávamos à frente ou não do placar.

Por um mero detalhe não calamos novamente o Morumbi, assim como em 2014, mas jogamos bem e aproveitando as duas únicas oportunidades do primeiro tempo para converter em gol. A única melhoria que precisamos ter é o equilíbrio entre os dois tempos tanto ofensivamente quanto defensivamente, para que não tenhamos sustos na próxima partida e cujo adversário tem sido um bom freguês jogando no Índio Condá.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!

Foto: Associação Chapecoense de Futebol

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Tchau Copa do Brasil! Vem Sula!


Os confrontos entre Atlético-PR e Chapecoense tem sido marcados pelo equilíbrio, com o resultado de ontem são 5 empates e 1 vitória para cada equipe.

O Índio Condá recebeu um público até que razoável pelo frio (mas desta vez sem névoa) que fazia e os presentes presenciaram um bom jogo de futebol, principalmente de Nossa Associação.

O grupo entrou bem determinado a buscar a vaga às oitavas, jogando com raça e atacando com intensidade, tanto que logo aos 4 minutos, Hyoran lançou para Gil que ajeitou para a entrada da área encontrando Lucas Gomes livre para chutar no cantinho de Weverton e abrir o marcador. Gol este que rendeu coraçõezinhos à torcida por parte do jogador que marcou pelo segundo jogo seguido.

Na primeira etapa ainda tivemos boas chegadas ao ataque e trocando passes rapidamente como no lance em que Hyoran recebeu na esquerda e chutou cruzado, obrigando o goleiro a se esticar todo para tirar, bem como também no bom giro de Bruno Rangel em que Weverton também teve trabalho para espalmar para fora da área.

O Atlético jogava apenas por uma bola e ela veio  aos 13 minutos em um lance que nem foi tão erro de marcação, pois por um passo Dener não tirou a bola, deixando o pançudo Walter livre para marcar. Apesar do gol continuamos atacando, porém o que dificultou bastante foi o espaço entre as linhas de marcação adversárias que ficaram mais próximas após o gol de empate.

Importante destacar que a luta foi até o final da partida com todos se entregando e jogando com tesão o tempo todo, destaque para Lucas Gomes que mesmo mancando em boa parte do segundo tempo, ajudou tanto no ataque quanto na defesa.

É claro que a classificação à próxima fase não veio, mas saibamos reconhecer que todo o trabalho feito em prol da Associação Chapecoense de Futebol sempre foi construído degrau a degrau, este ano por exemplo passamos para a terceira fase, algo que em outros anos nunca conseguimos. É preciso entender que ainda não estamos no patamar de nos matarmos para vencer uma competição e deixar de lado todo o resto, ainda precisamos evoluir e até lá nossa premiação e objetivo deverá sempre passar de fase e ir o mais longe possível. Tudo precisa de evolução e com relação a para isso continuemos seguindo as Teorias de Darwin.

O futebol apresentado nesses dois jogos da CB nos mostraram que o futebol da partida de domingo foi compatível com a cara do adversário: um horror, um dia ruim. Aos poucos Caio Jr vai organizando a equipe e restaurando a confiança de alguns jogadores que estavam desacreditados (Sim, estou falando de Danilo e que ontem foi muito bem) e buscando uma boa sequência no Brasileirão.

Mas não há espaço para tristeza, uma vez que fizemos duas boas partidas nessa fase da Copa do Brasil e teremos novamente a oportunidade de disputar uma competição continental, a qual tivemos a experiência fantástica em 2015 e torcíamos para que voltasse em 2016, mesmo que para isso tivéssemos que abdicar da Copa do Brasil.

Que venha a Sula, a "mini-libertadores", a qual aprendemos a amar pela atmosfera diferenciada que ela proporciona. O nosso calendário atual nos propicia a continuidade de competições para todo o ano, algo que até a algum tempo atrás era impensável e precisávamos rezar para ter o que jogar no segundo semestre.

Nosso primeiro adversário pela Sulamericana será o Cuiabá do ex-volante Dedé e que atualmente está na lanterna da Série C, então todo o cuidado é pouco. Mas até lá nossos olhos se voltam para o Brasileiro em uma sequência muito difícil nessas 3 últimas rodadas, tendo o São Paulo já no próximo domingo.

Que o Espírito de Condá esteja conosco!
Foto: Associação Chapecoense de Futebol